25 de outubro de 2020
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Em debate sobre economia e política na Pontifícia Universidade Católica (PUC), do Rio de Janeiro, Thomas Traumann analisou o significado das manifestações realizadas em várias cidades do Brasil, no domingo, 26, em apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Para o jornalista, os protestos se inserem na maneira combativa como o presidente faz política.

“Foi importante para o governo fazer as manifestações de domingo para demonstrar força. Principalmente diante das passeatas contra o corte no orçamento das universidades públicas”, avalia Traumann. 

O jornalista participou de painel na 1ª Semana de Jornalismo da universidade ao lado de Mônica Pereira, editora-assistente de Economia no Jornal Extra, Cristian Klein, do Valor Econômico, e Guto Abranches, jornalista  que já atuou na TV Globo, TV Bandeirantes e GloboNews.

Aos alunos, Traumann falou sobre a lógica da comunicação ambígua do governo Bolsonaro. De acordo com o jornalista, quando o presidente diz o que pensa, ele se comunica diretamente com os bolsonaristas. Quando o presidente volta atrás em suas declarações, alega um mal entendido que, no futuro, poderá ser compreendido como estratégia política.

“Primeiro, Bolsonaro fala para o seu público. Depois, desdiz. Então, o que acaba ficando na história é a segunda fala. Adiante, isso poderá ser entendido como tática e não como deslize”, acredita Traumann.

Sobre a Reforma da Previdência, o jornalista lembra que o presidente quer aprovar as alterações no regime de aposentadoria, mas não quer a impopularidade dessas mudanças.

“Bolsonaro joga para o Congresso o ônus da previdência. Quer passar a imagem de que ele tentou, mas a velha política não deixou, os congressistas não deixaram, Maia não deixou”, analisa. 

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