3 de dezembro de 2022
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O maior inimigo de Paulo Guedes é Jair Bolsonaro. Na semana passada, Bolsonaro usou o Palácio do Planalto para chamar 30 deputados do PSL para junto dele formarem um novo partido, a Aliança Para o Brasil. É uma disputa por dinheiro. O presidente do PSL, Luciano Bivar, tem direito a gerenciar quase R$ 800 milhões no ano que vem com as somas dos Fundos Eleitoral e Partidário e não quer dividir o dinheiro com os Bolsonaros. Agora, a família tenta montar um novo partido e levar consigo parte do orçamento. 

O novo partido tem duas inspirações, A ARENA, o partido de sustentação do Regime Militar e a Ação Integralista, de quem tomou emprestado o lema Deus, Pátria e Família. É a união de fanáticos militaristas com religiosos. 

Haverá dificuldades incontáveis para o novo partido obter as 490 mil assinaturas válidas para disputar as eleições de 2020, assim como retirar do PSL o dinheiro dos fundos partidário e eleitoral. Mas esses são só o início dos problemas. 

A ambição dos Bolsonaros é atrair 100 deputados para a nova sigla. Do PSL, serão cerca de 30. De onde virão os demais? Provavelmente do Democratas, do Republicanos, do Progressistas, do PL, do Solidariedade, do PTB, enfim da geleia de partidos que manda no Congresso Nacional. Ora, você pode imaginar a felicidade do Rodrigo Maia (Dem) ou do Ciro Nogueira (PP) assistindo o governo assediar seus deputados para reduzir seus poderes? Vai ser uma guerra. 

Em um cenário desses, qual a possibilidade de os partidos majoritários avançarem com a Agenda Guedes? Nula

Foto: Evaristo Sá/AFP

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